DOE PALAVRAS

Um movimento para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dois pauzinhos unidos...

"... Ouvi uma história de um velho afro-americano no centro-sul. Ele surgiu de um beco quando eu me encontrava sentada em meio às pichações de um "parque" no centro da cidade. Algumas pessoas diriam que ele era maluco, pois falava com todos e com qualquer um. Ele arrastava os pés e mantinha um dedo em riste como se quisesse verificar a direção do vento. Os cuentistas reconhecem que essas pessoas teriam sido tocadas pelos deuses, e nós as chamamos de El Buto, a trouxa, porque elas carregam um certo tipo de mercadoria e a exibem para quem quiser olhar. Esse El Buto especialmente simpático me deu uma história a respeito da transmissão ancestral. Ele intitulou a história de "Um pauzinho, dois pauzinho". "Esse é os costume dos antigos reis africanos", sussurrou. Na história, um velho está à morte, e chama a família para perto de si. Ele dá um pauzinho curto e resistente a cada um dos seus muitos rebentos, esposas e parentes. "Quebremos o pauzinho", determina ele. Com algum esforço, todos conseguem quebrar seus pauzinhos ao meio. "É ISSO O QUE ACONTECE QUANDO UMA PESSOA ESTÁ SÓ E SEM NINGUÉM. ELA PODE SER QUEBRADA COM FACILIDADE". Em seguida, o velho dá a cada parente mais um pauzinho. "É assim que eu gostaria que vocês vivessem depois que eu me for. Juntem seus pauzinhos em feixes de dois ou três. Agora partam esses feixes ao meio". Ninguém consegue quebrar os pauzinhos quando eles estão em feixes de dois ou mais. O velho sorri. "TEMOS FORÇA QUANDO NOS JUNTAMOS A OUTRA PESSOA. QUANDO ESTAMOS JUNTOS, NÃO PODEMOS SER QUEBRADOS"..." Trecho do Livro: Mulheres que Correm Com os Lobos.

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