DOE PALAVRAS

Um movimento para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

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sábado, 17 de outubro de 2009

QUANDO AS PALAVRAS SE PERDEM

Nada deverá mudar o verdadeiro sentido de uma vida, No silêncio, até as nossas poucas palavras se perdem, Todos se encontram como uma pequena ilha perdida, De tudo o que deve ser dito as palavras se esquecem... As palavras se perdem e à nossa volta tudo se clareia, Tudo se torna inexpressivo, incompreendido e sem sentido, Aos poucos sentimos que o sangue esvai de nossa veia, Tudo permanece, mas o que é mau deve ser esquecido... Não, as palavras não se perdem, elas apenas se calam, Elas ficam a sós, procuram dentro de si sua estrela-guia, Calam-se, guardando somente para si o perfume que exalam, Apenas nos dizem: o silêncio sempre algo nos irradia... As palavras não se perdem, nós que as perdemos, Elas esperam ser ditas, aguardam o momento certo, E em muitos momentos, delas nós nos esquecemos, Tudo está tão longe, enquanto parece tudo perto... Não, as palavras não se perdem, elas não se calam, Elas não ferem, não machucam e nem sofrem... São as pessoas que as deixam, elas não falam, E todos dão desculpas que as palavras se perdem... Quando as palavras se perdem, nós nos perdemos, Quanto a tudo isso, nós deveríamos ser realistas, Ao acontecer isso, nós apenas nos esquecemos De que existem palavras e elas esperam ser ditas... Tatiana Monteiro Costa

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