DOE PALAVRAS

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sexta-feira, 12 de março de 2010

O carinha que via estrelas e a menina que amava o sol



'Vento solar e estrelas do mar
A Terra azul da cor do seu vestido...
Vento solar e estrelas do mar
Você ainda quer dançar comigo?'

Era assustador o modo como ele queria tanto estar com ela, o modo como ele precisava da risada dela para achar mais graça, como ele precisava da presença dela para idolatrar aquele Sol tão lindo que brilhava, afinal, o Sol era feito especialmente para ela, não?
Como era mesmo que ele se sentia antes de tudo aquilo? Ah, na certa ele não sentia, ele vivia de meias verdades, não conhecia o conhecer.
Não havia no mundo vestidos coloridos nem histórias de amor. Não como aquela.
Não havia vontade de cantar todas as canções juntas em um ritmo insano, não havia sede de palavras novas e nem casas pré-fabricadas sob medida.
Amor pré-fabricado já havia tempos tinha saído de moda!
Afinal de contas, como as pessoas diziam, era certo se amar quem estava ali pronto para receber e fazer bom proveito.
Mas ela fazia. Ela guardava o melhor amor, como se guarda as bolinhas mais preciosas da árvore de Natal, com medo de que se expostas antes da hora, no tempo certo elas tenham se perdido.
Ela regava com um regador doce e com palavras ditas em silêncio.
E só restava então esperar. Não uma espera cansativa, ele sabia que o melhor sempre estaria por vir.
Sabia que a casa estava pronta, não havia como negar.
E seria capaz de amarrar mil balões se ela quisesse ir com ele até a Lua.
Mesmo ela amando o Sol.
Mesmo ele a amando.
Troço engraçado esse tal de amor.

(Ao som de: Um Girassol da Cor do Seu Cabelo - Nenhum de Nós)
(Para o Cara que vê estrelas e a menina que é sempre tão doce).

Tay

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