DOE PALAVRAS

Um movimento para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

O QUE IMPORTA
















É verdade!, Muitas coisas não foram ditas, mas como diz a canção, quais são as palavras que nunca são ditas?!... Vou falar agora, porque sei que você não está aqui. Olhar você, pra mim, é como olhar o mar. Aliás, é muito parecido. Começa pelo fato de eu achar o mar a coisa mais fascinante do mundo. Depois vem o céu e as estrelas, mas você, eu acho que gosto mais até do que o próprio mar. Depois, vem o gosto de mergulhar nas águas do mar. Ter o corpo ocupando o mesmo lugar, estar plena de mar. É assim com você, o desejo de ser apenas uma pessoa, juntos, entregues a um mergulho onde o ritmo das ondas é o nosso próprio ritmo. Meus sentidos são todos extremamente tocados pelo mar. E por você. Estão sempre alertas, atentos, ligados, à tua procura. Meu ser quer ser o teu ser. Assim como gostaria de ser o mar em toda sua grandeza, e em sua liberdade e na sua inconstância permanente de estar aqui e acolá, em todos os lugares, podendo assim, amar e abraçar tudo que ama ao mesmo tempo. Meu sonho maior. A onipresença. Não existe lugar onde me aconchegue tanto como nos braços teus, e nas águas. O céu seria, pois, estar ao teu lado junto ao mar, dentro do mar, nós dois e ninguém mais. Sinto que poderia morrer numa hora assim. Eu, você, nosso corpos juntos, dentro do mar. É... tem muitas coisas que não foram ditas, mas sem dúvida, sentidas foram. Tua inconstância, tua rebeldia, tua grandiosidade inquieta. Feito mar. E eu, que nem sei nadar direito, no meio desses dois oceanos que amo e não sei controlar. Como se pudesse... Talvez seja o que desejas de mim... que eu aprenda a viver sem o que de maior há em mim, e saiba viver plácida e bucolicamente com as cotidianices calmas das águas de um lago. Tenho tentado, te juro. Mas algo em mim é incontrolável. Preciso me domar todo santo dia, tem sido um exercício árduo, muito mais árduo do que tentar me equilibrar nas tuas ondas. Não é que seja mal, entende?... é apenas como conhecer o mundo, e depois, nunca mais sair do mesmo lugar. O que a gente faz com aquela coisa toda que grita e deseja perambular pela vida? Ah! meu querido... você naõ sabe o quanto eu invejo a tranquilidade das pessoas que vejo nos parques, passeando muito sossegadas, parece que o mundo é bão, tão bão sebastião! E sabe o que mais não te falei? Não existe uma única noite, nem um único amanhecer que você, exatamente você, não seja o meu primeiro e último pensamento. Como algo pode ser tão grande? Não entendo. Sei das tuas quotas de sacrifício. Sei da possibilidade de isso tudo doer tanto ou ainda mais em você, e isso me consola, sabe! Você tem os seus karmas a vencer, e eu os meus. Não nos cabe estar juntos agora. Não está escrito nas estrelas. Não é oque nos fará melhores. Mas sabe, estive pensando: e se a gente arriscasse mais uma existência, abrisse mão de tanta correção e fugisse pra lua, ou marte, ou uma estrela pequenina, hein?... Será que iriam nos achar? Vou ser franca com você, e dizer outra coisa que nunca disse assim, com todas as letras: acho que eu prefiro voltar a vida mil vezes, desde que todas ao seu lado, do que aprender mais coisas tendo você longe de mim. É isso, que se dane a eternidade. O que eu posso querer da eternidade sem você?!... Acho que falei demais, e no fundo, conheces decór e salteado todas as minhas confusas palavras de amor. Eterno. Por isso, chega.

Beijo-te sempre!
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Deus dos delicados,
não me abandone nessa guerra insana.
Minha máquina de ser beira a pane, enquanto
o veludo da voz de Billie lambe as paredes do
lusco-fusco.
Abençoe, Senhor, tudo que dói em nós...
[Iedusha]

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