DOE PALAVRAS

Um movimento para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

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terça-feira, 22 de junho de 2010


... Uma pessoa de boa vontade vai sendo construída aos poucos.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” Mandela

São pessoas assim que nos impulsionam a prosseguir enxergando o outro. Esses são os verdadeiros líderes. Chegar ao poder é um detalhe.

O líder tem a consciência do seu papel de exemplo, de servidor de aspirações construídas coletivamente. Seja o líder um presidente da República ou um pai de família. Seja o líder um executivo ou um professor. Lideramos pessoas e processos. E, por isso, temos a responsabilidade de harmonizar os nossos sentimentos e as nossas relações.

Fracassamos quando desumanizamos as relações. Em outras palavras, quando deixamos de ter compaixão. Colocar-se no lugar do outro é regra de ouro da ética.

Ganhamos quando temos a certeza de que, apesar das imperfeições, cumprimos um papel. Perdemos quando sonhamos pouco com os outros e muito com o significado do transitório. É preciso sonhar com o essencial. Somos mais do que os cargos que ocupamos. Somos mais do que os aplausos que recebemos.

A construção da civilização do bem passa pela construção de um ser humano equilibrado.
Como professor de Direito, ensino aos meus alunos que advogados não podem mentir, não podem comprar testemunhas, não podem criar fatos inexistentes. Podem e devem argumentar. Insisto ainda que ganhar uma causa não significa construir uma carreira vitoriosa.

Na sociedade apressada em que vivemos, as cobranças escondem um valor tão bonito quanto necessário que é o valor da cooperação. Se eu estou pronto para competir e vencer, dificilmente estou pronto para olhar ao lado.

É possível construir uma vida vitoriosa sem pisar e pesar sobre o outro.

Os pais não podem educar os filhos como se os filhos fossem os únicos no mundo. É na divisão da refeição que se ensina a deixar ao outro uma parte daquilo que me daria prazer.

Um pouco para cada um. Parece um detalhe, mas é nos detalhes que se forja um caráter.

Vamos ensinar a amar...

Trechos do livro: Cartas entre amigos - sobre ganhar e perder

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