DOE PALAVRAS

Um movimento para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Perguntai-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas
máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu
havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem
máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões,
ladrões, malditos ladrões!”


Homens e mulheres riram de mim e alguns correram
para casa, com medo de mim.


E quando cheguei à praça do mercado, um garoto
trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!”
Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira
vez minha face nua.


Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha
alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais
minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos,
benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”


Assim me tornei louco.


E encontrei tanto liberdade como segurança em minha
loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não
ser compreendido, pois aquele que nos compreende
escraviza alguma coisa em nós.

Gibran Khalil Gibran

2 comentários:

  1. Perfeito, minha querida.
    As vezes penso, o mundo é mais dos incompreendidos. Serão todos assim? Tempo que não passo por aqui.
    As vezes a criatividade resolve viajar. E fico sem ter com o que me vestir.
    O bom que sempre volta!
    Adoro seu blog :)
    Um beijo cheio de sonhos novos para 2011!
    Amém!

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  2. Oi Querida!

    É sempre uma benção receber a sua visita! Obrigada!
    É... Parece mesmo que o mundo é mais dos incompreendidos. Penso que todos os seres, de alguma forma, são incompreendidos.
    A sua criatividade pode até viajar... mas depois de um 'tempo' bom... de repente: presenciamos algo realmente precioso acontecer.
    O bom sempre volta!
    Um beijo cheio de luz e purpurina para 2011!
    Que possamos brilhar!
    Amém!

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