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sábado, 19 de março de 2011

















ELSA & FRED - UM AMOR DE PAIXÃO: Em princípio, podemos apresentar Elsa (China Zorrilla) como uma velhinha caloteira e mentirosa, que por conseqüência, gasta todo o dinheiro que ganha do filho mais velho para sustentar um outro pseudo-artista. Porém, a foto de Anita, personagem do filme "A Doce Vida" de Felline, mostra que em tempos áureos ela fora uma mulher definitivamente de parar quarteirões. Mas, mesmo sem os dotes tenros da juventude nos apaixonamos pela maneira como essa louca senhora conduz a vida.

Elsa conhece Fred por causa de uma atrapalhada. Ele é um viúvo que acabara de mudar-se para o apartamento ao lado do seu. Ela bate na traseira do carro da filha de Fred frente aos olhos assustados do neto de Fred e, por isso, o ameaça de morte caso comente alguma coisa. A assustadora ameaça não surte efeito, causando certo escândalo quanto à cobrança do conserto. Alfredo (Manuel Alexandre) é um recém viúvo um tanto ou muito hipocondríaco - Ele, ao lado de seu cachorro Bonaparte, mantém-se aquém à vida, preferindo se isolar, enquanto a filha dá as ordens no espaço. Mas Elsa, que estava incumbida – muito a contra gosto – de entregar o cheque para sanar o acidente, mudará o cotidiano desse velhinho.

O filme Elsa e Fred do diretor Marcos Carnevale é sobre o amor na terceira idade. Um fato já que na realidade me encanta os olhos, pois adoro ver um casal de velhinhos em maneiras idílicas. Então no cinema não será diferente, principalmente quando noto a maneira delicada em que sentimentos de carinho e compreensão humana se revelam presentes no cinema argentino. 


Os dois personagens de Elsa e Fred durante o filme, constroem uma relação de causar inveja em qualquer paixão adolescente. A meta de Elsa é fazer com que Alfredo sorria, já que ele passou parte da vida com a preocupação de sustentar a família, estando ao lado de uma mulher organizada. A meta de Fred é acreditar em Elsa, mesmo com todas as suas mentiras sobre a realidade de sua vida.

E em meio às muitas homenagens explícitas à Felline, posso apenas citar sobre o que se fala a respeito do diretor italiano: um mestre em enlouquecer a produção de seus filmes. Pois pedia que a equipe arrumasse coisas extraordinárias. Esse é exatamente o caso de Elsa, nutrir a sua vida através da fantasia, fugindo do padrão da realidade possível, principalmente quando o casal da terceira idade irá reconstituir a clássica cena em que Anita entra na Fontana di Trevi. Ainda nos preparativos, faz com que Fred sofra para encontrar um gato branco durante a noite. Enfim, ele apenas consegue um acinzentado. Mas, é o que Elsa diz: "nós também não somos Anita e Marcelo". 

2 comentários:

  1. Muito bem feitas suas matérias sobre filmes, interessante como dica, inclusive, de filmes legais.

    Adri, muito grata por sua amizade sempre presente no blog. Fica bem,

    e um beijo.

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  2. Oi Querida!

    Também agradeço o seu carinho.
    Realmente tenho assistindo alguns filmes muito especiais...

    Nos 'vemos' em breve... rs

    Um beijo!

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