DOE PALAVRAS

Um movimento para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

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domingo, 27 de novembro de 2011

Conjunções

O Amor me parece ser uma conjunção de boa sorte. Uma conjunção de tempo e espaço. De sincronicidade. Uma conjunção de boas intenções e disponibilidade. Um encontro de coincidências que aceleram partículas misteriosas que fazem o mágico do amor acontecer. Não passa pela lógica, não passa pela razão, não passa pelo conhecimento. Passa por uma ponte que só desce vezenquando. Ou quase nunca. Depende. Depende da sorte. E do encontro que haverá com outro alguém de sorte. E de coragem. E de coração grande. E de sorriso largo. E de gestos calorosos. E de palavras fluídas. E de segurança. Interior e contagiante. Amor parece querer fazer barulho. Amor que é amor é tagarela. É vontade incontrolável de tudo dizer, de tudo declarar, de querer estar junto. Amor é encarar a barra. Que houver. Qualquer uma. Conjunção de coragens. Conjunção de bem querer. Conjunção de decisões. CONJUNÇÃO DE GESTOS DE AMOR. Amor não tem nada de econômico, muito antes disso, é gastador desmedido. E não precisa de garantias, muito menos de fiadores e avalistas. Ou detetives e conselheiros. Amor não parece precisar de tempo para descobrir se é amor. Nem de questionários, indagações, muitas conversas, investigações minuciosas a caminho de pistas para obter certeza ou comprovação. Amor é intuição misturada à uma grande quantidade de fé. Amor é desejo de amar. Assim, desse jeito mesmo: você decide que quer amar, e se abre à caminho. E se joga. Ou se atira, se arremessa, se entrega. E deseja de todo coração que aconteça. E às vezes, ele acontece bonitinho. A tal conjunção de dois corações, e assim se faz um mundo. E o mundo. Assim caminha a humanidade. Quando é unilateral, amor sozinho, amor de um, amor sem par, aí, sei lá, que me perdoem os céus se me equivoco, mas aí não me parece amor, não!, parece-me mais como um castigo por mal comportamento. A sorte é que passa, só que a gente é teimoso e então... começa tudo outra vez, se a gente decidir que as conjunções valem a pena.

"O VERDADEIRO AMOR É COMO GRÃO"



Be Lins


http://umaestrelanamao.blogspot.com/

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